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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Obras de duplicação da Rodovia da Uva em Colombo exigem atenção redobrada do motorista

Os motoristas que trafegam pela Rodovia da Uva (PR-417), em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, devem redobrar a atenção, já que estão sendo realizadas obras de duplicação da via. A recomendação é que o motorista esteja alerta aos locais de obras, que deixam o trânsito leito e complicado, principalmente em horários de pico.
(O prazo para a execução do projeto de duplicação é de dois anos. Foto: João Senechal)



De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), a primeira fase da obra que engloba mobilização de funcionários e equipamentos, preparação do terreno, levantamento topográfico, demarcações e terraplanagem, já está acontecendo.
A Secretaria de Planejamento informa que a duplicação será feita em etapas, e cada bloco de obras terá abrangência média de um quilômetro, sendo que as obras acontecerão em um trecho de cada vez, e ainda, primeiro de um lado da pista e depois do outro.
Para os motoristas que tiverem preferência por não acessar a rodovia, a sugestão é que opte por caminhos alternativos. Neste momento, o trecho indicado é o desvio do Santa Tereza – Ana Rosa. Para o próximo trecho a ser duplicado, o desvio sugerido é aquele em que o motorista utiliza a rota por dentro dos bairros São Gabriel e Jardim Osasco.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ruas de Curitiba em obras bloqueiam o tráfego de pedestres

Obstrução em calçadas se repete em vários pontos de Curitiba. Prefeitura informa que emitiu 63 notificações e nove autuações referentes a esse problema em 2013


O aumento de obras de infraestrutura e a construção de empreendimentos imobiliários em Curitiba têm criado um problema difícil de se transpor. As calçadas acabam se tornando parte do canteiro de obras, diminuindo ainda mais o já apertado espaço de circulação do pedestre nas vias centrais. Seja em obras públicas ou privadas, é comum encontrar obstáculos como andaimes, entulhos e material de construção, que deixam apenas alguns centímetros de livre passagem
É o que ocorre embaixo de um prédio em construção na Rua XV de novembro, entre as Ruas Mariano Torres e Francisco Torres. As pedras retiradas do calçamento, empilhadas ao lado do tapume, estreitam o espaço disponível. O pedestre precisa ainda pular uma mangueira que atravessa a calçada até o bueiro. Situação parecida ocorre na Rua Sete de Setembro, próximo à esquina com a Rua 24 de Maio, onde a calçada útil ficou reduzida a um corredor com menos de um metro de largura.
O problema acontece também com obras públicas. Na Avenida Maurício Fruet, na altura do cruzamento com o viaduto da Linha Verde, no Capão da Imbuia, os pedestres que costumavam passar sob o viaduto agora correm um risco extra. Com as obras de alargamento da passagem de nível, o espaço próximo aos pilares foi fechado. Cones isolam meia faixa da pista de canto – único espaço para circulação a pé. Porém os usuários precisam desviar de madeiras e material de construção entulhado.
Legislação
A apropriação das calçadas pelas construtoras é definida em legislação municipal. A obra pode avançar a, no máximo, 50% da largura da calçada, respeitando o mínimo de 1,5 metro para circulação (exceto durante a fundação do solo). O trabalho deve ser isolado com tapumes. Os materiais podem ficar na rua apenas o tempo necessário para descarga, exceto em casos de obra na própria via pública, quando então deverão estar protegidos. De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo, em 2013 foram emitidas 63 notificações e nove autuações referentes ao problema.
Duas semanas atrás, a jornalista Amanda de Souza, de 25 anos, acabou vítima de transtornos provocados por obras ao ser atropelada por um biarticulado. Embora não propriamente por causa de uma calçada bloqueada, o caso revela o perigo de o pedestre ser colocado como coadjuvante. Após um trabalho de manutenção fechar um trecho da canaleta da Avenida Winston Churchill, próximo ao terminal do Pinheirinho, os ônibus foram obrigados a desviar pela rua Aref Kudri.
“Quando o semáforo estava fechado para os carros, os ônibus aproveitavam para fazer o contorno. O pedestre não tinha vez”, lembra. “Recebi a pancada, caí no chão e o ônibus parou a um metro de mim. Na hora, recusei ajuda, mas depois comecei a sentir dores e tive de tomar analgésicos.”
Planejamento
Prioridade deve ser para as pessoas e não para os carros, defende entidade
Entre o tamanho do prédio e a velocidade do trânsito, o pedestre acaba ficando literalmente no meio, figurando como o elo fraco da corrente. A comparação é de Eduardo Daros, presidente da Associação Brasileira de Pedestres (Abraspe). Para ele, a prioridade do planejamento urbano deve ter a pessoa como prioridade. “Se precisar incomodar alguém, que seja o trânsito e não o cidadão a pé”, defende.
Daros lembra uma ocasião recente na Avenida Paulista, uma das vias mais movimentadas de São Paulo, para carros e pedestres. “Ali não se poderia perder nem um centímetro de espaço de circulação, então a construtora foi obrigada a instalar uma passarela para pedestre, enquanto os caminhões eram obrigados a entregar material dentro da obra.” Para ele, a fiscalização precisa ser contínua. “Parece estar havendo uma tolerância em relação ao problema, e quando isso acontece o pessoal abusa”.
Segundo a entidade a convivência civilizada no espaço público depende de profundas mudanças em nosso comportamento.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dilma Vem a Curitiba anunciar investimentos e faz inauguração em Itaipu

Investimentos na capital serão no setor de mobilidade urbana.

Linha de transmissão de energia leva eletricidade à capital do Paraguai.






Na tarde desta terça-feira (29), a presidente Dilma Rousseff deve desembarcar em Curitiba, para anunciar, junto à prefeitura, investimentos na área de mobilidade urbana. A solenidade está marcada para as 14h, no Espaço Torres, no Jardim Botânico.
A assessoria da presidente não confirma o valor, nem a destinação exata dos recursos. Segundo os assessores, a própria presidente pretende divulgar o montante e as obras em que os valores serão aplicados.
Ao fim do evento, ela deve pegar outro avião e ir até Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Na cidade, Dilma vai participar da inauguração de uma linha de transmissão de energia na Usina Hidrelétrica de Itaipu. A solenidade deve contar com a presença do presidente do Paraguai, Horácio Cartes.
A linha de transmissão que será inaugurada tem capacidade para transportar 500 quilovolts de energia. A obra deve resolver um dos grandes problemas na distribuição de eletricidade no Paraguai. A linha já opera desde 8 de outubro, mas não foi oficialmente inaugurada.
Saindo de Itaipu, a linha segue até subestação de Vila Hayes, vizinha da capital paraguaia, Assunção. Ao todo, a linha tem 348 quilômetros de extensão e conta com 759 torres. Com a obra, o Paraguai deve aumentar em 1,2 mil megawatts a capacidade de aproveitamento da energia gerada por Itaipu.
O uso da energia será feita gradativamente. Dos 1,2 MW, por exemplo, o Paraguai deverá usar inicialmente entre 250 e 300 MW. A demanda atual do mercado paraguaio de energia elétrica, em horário de pico, gira em torno de 2,5 mil MW.
Apesar de contar com um grande parque gerador, de acordo com a Itaipu, o Paraguai utiliza pouco da energia que tem direito. Com a nova linha de transmissão em 500 kV, o país vizinho poderá dobrar o aproveitamento. Com isso, os problemas com apagões, que acontecem, sobretudo, no período do verão, deve ser resolvido.
A entrada em operação deste sistema representará um salto para a economia do Paraguai, essencialmente agrícola. Com mais energia assegurada, o país espera atrair grandes investimentos na indústria, em especial de investidores brasileiros. A segurança energética tem sido uma das bandeiras dos últimos presidentes paraguaios como Fernando Lugo – em cujo governo se acordou a construção da nova linha – e Federico Franco. O próximo passo será a reestruturação do sistema de distribuição de energia.
No total, a ampliação da subestação da margem direita, a instalação das linhas de transmissão e a construção da subestação de Villa Hayes, além dos custos com projetos e apoio técnico, tiveram um investimento de cerca de US$ 320 milhões, pagos com recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). A maior parte dos investimentos foi repassada pelo Brasil.
Atualmente, a usina de Itaipu é a maior hidrelétrica do mundo em geração de energia. Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potências instalada, forneceu 17,3 % da energia consumida no Brasil, em 2012, e atendeu 72,5% do consumo paraguaio.