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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Filipinas se preparam para o tufão mais forte do ano

Com ventos centrais de 215 km/h e rajadas de até 250 km/h, a tempestade movimenta-se na direção oeste-nordeste a 33 km/h sobre o Oceano Pacífico


Autoridades das Filipinas interromperam os transportes em mar e ar nesta quinta-feira (7) e pediram às embarcações pesqueiras para retornar aos portos devido à proximidade do tufão Haiyan, a tempestade mais poderosa do planeta neste ano.
O tufão deve atingir o continente na sexta-feira entre as ilhas centrais filipinas de Samar e Leyte.
Com ventos centrais de 215 km/h e rajadas de até 250 km/h, a tempestade, graduada na categoria cinco, a mais severa, movimenta-se na direção oeste-nordeste a 33 km/h sobre o Oceano Pacífico.
O presidente filipino, Benigno Aquino, apelou aos cidadãos para deixar as zonas de risco. "Estou pedindo pela cooperação e um trabalho em equipe da comunidade", disse em rede nacional de TV e rádio.
Aquino disse que 100 áreas costeiras estão sob ameaça da tempestade, com ondas maiores do que cinco ou seis metros, e ordenou a ação de autoridades locais para limitar o dano e a perda de vidas.
Milhares de moradores foram retirados do litoral, margens de rios e encostas das montanhas para locais seguros, enquanto veículos militares de transporte estão de prontidão.
Ventos e chuva forte castigam áreas no caminho da tempestade, e o gabinete meteorológico do país elevou os níveis de alerta em 20 regiões centrais das Filipinas.
Cerca de 10 milhões de pessoas podem ser afetadas pelo tufão Haiyan, disseram agências internacionais de ajuda humanitária que preparam para agir em sequência à tempestade.
"O impacto humanitário do Haiyan ameaça ser colossal, não somente em áreas diretamente em sua trajetória, mas também em ilhas próximas como a de Bohol", disse Patrick Fuller, membro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A Campanha eleitoral 2014 já começou Ademar Traiano parte em ataque e diz: “Gleisi é tão incompetente que nem consegue privatizar direito”

Ademar Traiano, líder do governo Beto Richa, em sua coluna de hoje, pratica seu esporte predileto: espezinhar a ministra-chefe da Casa Civil; tucano afirma que “Gleisi Hoffmann é tão incompetente que nem consegue privatizar direito”; esse motivo, segundo o ideólogo do Palácio Iguaçu, motivaram broncas da presidenta Dilma no casal ministerial durante reunião realizada no “sugestivo” Finados; “A versão não oficial diz que Dilma sapateou na cabeça dos ministros com fúria por 7 horas”, provoca o colunista; leia o texto.


por Ademar Traiano*
As manifestações de junho deram um tranco forte na arrogância e prepotência do PT. A popularidade da ‘presidenta’ Dilma Rousseff despencou e não voltou aos índices anteriores aos protestos, apesar de o governo federal estar, dia e noite, em uma campanha eleitoral fora de época e ilegal.
Entre outros absurdos, obrigam os municípios a amarrar ao marketing de Dilma o uso de verbas federais de qualquer natureza, mesmo repasses obrigatórios e até a facilitação de financiamentos.
No último sábado – significativamente o Dia de Finados – Dilma reuniu no Palácio da Alvorada 15 ministros (não reuniu todos os 39, senão virava comício), e durante sete horas a presidente passou uma descompostura desmoralizante em todo mundo.
Dilma está enfurecida com os ministros em geral e com Gleisi Hoffmann em particular. A ministra da Casa Civil deveria coordenar os ministérios, cobrar a agenda das obras e tocar as ‘concessões’.
As ‘concessões’ – o eufemismo usado pelo PT para designar as privatizações – não deslancham. O PAC empacou, e a ministra não consegue fazer andar o programa de obras. O governo não arruma inaugurações relevantes para reforçar a popularidade da presidente.
Dilma deu murros na mesa, xingou e deixou claro que quer resultados e que não vai admitir mais atrasos nos cronograma apresentados. Senão, cabeças vão rolar.
O problema é generalizado. As obras estão atrasadas em 18 dos 23 aeroportos que recebem recursos do PAC. O saneamento básico é outra catástrofe administrativa. Só 20 das 138 obras programadas para 28 cidades com mais de 500 mil habitantes foram concluídas. Os nove principais empreendimentos rodoviários do PAC apresentam atrasos de dois a sete anos. Os custos são sempre muito acima do previsto. Existem suspeitas de superfaturamento.
“Levamos algumas broncas, umas poucas. Ela está preocupada. Quer que as coisas aconteçam”, admitiu o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, marido de Gleisi. Ele comanda uma das pastas que mais recebem críticas. Sua versão sobre o número e a intensidade das broncas é considerada muito amena. A versão não oficial diz que Dilma sapateou na cabeça dos ministros com fúria por 7 horas.
Existem casos grotescos de inaptidão administrativa. A transposição das águas do Rio São Francisco, o maior fiasco dos governos do PT, é um exemplo dramático da incompetência levada às últimas consequências. Iniciada por Lula e com entrega prometida e adiada diversas vezes, a transposição já consumiu mais do dobro dos recursos previstos, mas só 43%, menos da metade, foi concluída.
No ano passado a transposição, que deveria levar água a milhões de sertanejos, só andou 1%. Nesse ritmo, só vai ser concluída em 57 anos. Somente em 2070 a água vai começar a chegar ao sertão. Dá até para entender a fúria de Dilma.
*Ademar Traiano é deputado estadual pelo PSDB e líder do governo Beto Richa na Assembleia Legislativa. Ele escreve às quartas-feiras sobre governo e parlamento