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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Justiça estará “bem melhor” sem Camargo,palavras do corregedor do CNJ



É importante que se tenha um Judiciário forte, honrado (...). E acredito que a partir de agora, do afastamento do ex-presidente [Clayton Camargo], vamos ter um Judiciário bem melhor no Paraná.” - Francisco Falcão, corregedor do CNJ




O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Francisco Falcão, acredita que, a partir do afastamento do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) Clayton Camargo, o estado terá “um Judiciário bem melhor”. A declaração foi dada ontem no primeiro dos dois dias em que representantes do CNJ estarão no TJ para acompanhar o cumprimento das metas e determinações feitas pelo órgão desde as últimas correições pelas quais passou o Judiciário estadual.
Clayton Camargo foi afastado do cargo de desembargador por unanimidade pelo CNJ no último dia 8 de outubro. Relator no julgamento que determinou o afastamento, Falcão disse na ocasião que o conselho estava “varrendo do Judiciário os maus magistrados”. Também foi aberto contra Camargo um procedimento administrativo disciplinar para apurar a suspeita de que ele teve uma evolução patrimonial incompatível com as funções de magistrado. A decisão ainda se amparou em outros dois inquéritos que tramitam em sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e em mais três investigações em andamento na corregedoria do CNJ, que investigam denúncias de venda de sentenças, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, corrupção passiva e crimes tributários.
“Como filho de magistrado, tenho de defender o Judiciário. É importante que se tenha um Judiciário forte, honrado e que todos tenham o privilégio de dizer que se sentem seguros por ter uma Justiça célere e séria”, disse Falcão. “E, pelas notícias que tenho, o desembargador Guilherme Luiz Gomes [novo presidente do TJ] é um homem sério e, com certeza, vai procurar melhorar a imagem do tribunal.”
Falcão afirmou ainda que tomou conhecimento dos desdobramentos em torno da denúncia de que Clayton teria praticado tráfico de influência quando presidia o TJ para ajudar a eleger o filho dele, Fabio Camargo, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TC). Recentemente, a Procuradoria-Geral da Re­­pública (PGR) pediu o afastamento de Fabio do cargo, e o deputado estadual Elton Welter (PT) disse ter sofrido pressão e ameaças na eleição realizada pela Assembleia Legislativa. Falcão, porém, não quis comentar o assunto, que está sob análise do STJ.
Transparência

“O TJ vai trabalhar de forma transparente e ética no sentido de cumprir todas as metas e determinações do CNJ para que a prestação do serviço ao povo do Paraná seja alcançada da melhor forma possível”, garantiu o novo presidente do TJ, em resposta às afirmações de Falcão

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A Campanha eleitoral 2014 já começou Ademar Traiano parte em ataque e diz: “Gleisi é tão incompetente que nem consegue privatizar direito”

Ademar Traiano, líder do governo Beto Richa, em sua coluna de hoje, pratica seu esporte predileto: espezinhar a ministra-chefe da Casa Civil; tucano afirma que “Gleisi Hoffmann é tão incompetente que nem consegue privatizar direito”; esse motivo, segundo o ideólogo do Palácio Iguaçu, motivaram broncas da presidenta Dilma no casal ministerial durante reunião realizada no “sugestivo” Finados; “A versão não oficial diz que Dilma sapateou na cabeça dos ministros com fúria por 7 horas”, provoca o colunista; leia o texto.


por Ademar Traiano*
As manifestações de junho deram um tranco forte na arrogância e prepotência do PT. A popularidade da ‘presidenta’ Dilma Rousseff despencou e não voltou aos índices anteriores aos protestos, apesar de o governo federal estar, dia e noite, em uma campanha eleitoral fora de época e ilegal.
Entre outros absurdos, obrigam os municípios a amarrar ao marketing de Dilma o uso de verbas federais de qualquer natureza, mesmo repasses obrigatórios e até a facilitação de financiamentos.
No último sábado – significativamente o Dia de Finados – Dilma reuniu no Palácio da Alvorada 15 ministros (não reuniu todos os 39, senão virava comício), e durante sete horas a presidente passou uma descompostura desmoralizante em todo mundo.
Dilma está enfurecida com os ministros em geral e com Gleisi Hoffmann em particular. A ministra da Casa Civil deveria coordenar os ministérios, cobrar a agenda das obras e tocar as ‘concessões’.
As ‘concessões’ – o eufemismo usado pelo PT para designar as privatizações – não deslancham. O PAC empacou, e a ministra não consegue fazer andar o programa de obras. O governo não arruma inaugurações relevantes para reforçar a popularidade da presidente.
Dilma deu murros na mesa, xingou e deixou claro que quer resultados e que não vai admitir mais atrasos nos cronograma apresentados. Senão, cabeças vão rolar.
O problema é generalizado. As obras estão atrasadas em 18 dos 23 aeroportos que recebem recursos do PAC. O saneamento básico é outra catástrofe administrativa. Só 20 das 138 obras programadas para 28 cidades com mais de 500 mil habitantes foram concluídas. Os nove principais empreendimentos rodoviários do PAC apresentam atrasos de dois a sete anos. Os custos são sempre muito acima do previsto. Existem suspeitas de superfaturamento.
“Levamos algumas broncas, umas poucas. Ela está preocupada. Quer que as coisas aconteçam”, admitiu o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, marido de Gleisi. Ele comanda uma das pastas que mais recebem críticas. Sua versão sobre o número e a intensidade das broncas é considerada muito amena. A versão não oficial diz que Dilma sapateou na cabeça dos ministros com fúria por 7 horas.
Existem casos grotescos de inaptidão administrativa. A transposição das águas do Rio São Francisco, o maior fiasco dos governos do PT, é um exemplo dramático da incompetência levada às últimas consequências. Iniciada por Lula e com entrega prometida e adiada diversas vezes, a transposição já consumiu mais do dobro dos recursos previstos, mas só 43%, menos da metade, foi concluída.
No ano passado a transposição, que deveria levar água a milhões de sertanejos, só andou 1%. Nesse ritmo, só vai ser concluída em 57 anos. Somente em 2070 a água vai começar a chegar ao sertão. Dá até para entender a fúria de Dilma.
*Ademar Traiano é deputado estadual pelo PSDB e líder do governo Beto Richa na Assembleia Legislativa. Ele escreve às quartas-feiras sobre governo e parlamento